sexta-feira, 22 de setembro de 2017

AH, O AMOR INCONDICIONAL

Já faz algum tempo que não falo de amor não é mesmo?! Acho que estava meio sem inspiração para o assunto, até porque amar dá muito trabalho - eu tenho muito amor, por muita gente, mas vocês sabem bem a que tipo de amor estou me referindo, né? -, até que hoje tive uma conversa bem triste com uma amiga e me deu vontade de escrever sobre...

Cheguei do trabalho cansada e tinha uma mensagem - eu senti um tom triste - me perguntando se eu estava muito ocupada e se podia desabafar comigo...
Acha mesmo que eu, taurina nata, em algum momento da vida negaria meu ombro amigo?! 
Está super certo, claro que não!!
Liguei pra ela na mesma hora e passamos as últimas três horas falando sobre o 'tal amor' que ela diz sentir.
Bom! O que eu tenho a dizer sobre isso? 
O amor é uma bosta, só faz a gente sofrer!! Que saco!

Mentira! haha o amor é a coisa mais estranha que existe nesse mundo. Ele é um sentimento abstrato, estúpido e complexo, mas que ao mesmo tempo é o que dá sentido às nossas vidas. 
Acredito nas várias formas de amor, assim como acredito que não exista alguém que não tenha sentido isso ao menos uma vez na vida - exceto os psicopatas, porque dizem que eles são incapazes de amar-: seja amor paternal, seja amor de amigos, seja amor de paixão...

Eu vejo o amor como se fosse um pedaço da gente que o outro rouba e então tornamos dependentes de cuidar e de querer o outro feliz...

Ok! Até aqui tudo bem, isso é lindo! Mas voltando a questão da minha amiga...
O problema é quando o amor não é correspondido.
A primeira pergunta que ela me fez quando atendeu o telefone foi 'você acha que ele é feliz com ela?'. Ela me disse que já fez essa pergunta ao dono do coração dela e ele disse que sim e pediu que ela não atrapalhasse o relacionamento dele...

BINGO!!

Aí entra o meu questionamento...
Por que acontece de gostarmos de pessoas que não conseguem sentir o mesmo pela gente?

Já li várias frases poéticas que dizem que "se não deu certo é porque não era amor" ou "quando é amor os dois encontram o caminho", mas aí você vê pessoas que passam a vida infelizes porque em algum momento da vida perderam o amor e nunca deixaram de amar...

Que mundo injusto esse não é mesmo?!
Então você para e pensa em todas as vezes que quebrou a cabeça e o quanto cada tombo te fez evoluir e aceita os porres da vida sem muito questionar. A questão é: Isso é mesmo necessário?
Ter o coração partido tantas vezes pode nos ensinar milhões de coisas, mas ao mesmo tempo contamina nossa alma...
Cada vez que nos levantamos, sim, nos levantamos mais fortes, mas também menos sonhadores, com menos esperança e com menos crença nas pessoas. Isso faz com que sejamos mais pé no chão, mais maduros, menos propensos ao sofrimento... só que eu vejo o lado ruim disso, pois nos tornamos menos felizes, por não darmos a nós mesmos o direito de errar (amar) outra vez.

Isso não significa que não acabaremos nos deparando com outro amor ao longo do caminho, porque infelizmente, ou felizmente, acabaremos nos esbarrando em um 'serumaninho' que vai nos fazer acreditar - talvez com mais dificuldade - que podemos ser amados.

E a partir daí a história se repete outra vez...

O que podemos fazer para mudar?

Nada meu bem! Só aceitar (que dói menos)

A verdade é que somos biologicamente programados para ter necessidade de afeto, de atenção, de carinho, de proteção, de cuidado... e mesmo aqueles que se fazem de 'durões', no fundo gostariam de ter alguém para dividir o sofá nas tardes de domingo, ou para dormir de conchinha nos dias de chuva. É isso que nos faz acreditar outra e mais outra e mais uma vez no amor, até que encontramos alguém com as mesmas loucuras que a nossa e que enfim, nos fará repousar no seu encanto sob o alento...

Dizem os mais entendidos no assunto que o amor muda o mundo, então meu maior - e mais utópico - desejo, é que todos sejamos capazes de encontrar o amor correspondido e incondicional, assim, quem sabe, encontraremos paz para o mundo.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

LISTA DE COISAS PARA FAZER ANTES DOS 30 ANOS

Aí você chega em casa e coloca uma música relaxante, enquanto bebe uma xícara de chá...
Então começa a perceber que a vida está passando e você precisa escolher com mais cuidado seus caminhos, delimitar prioridades e, principalmente, estabelecer os passos para realizar seus sonhos.
Sabe quando as pessoas dizem que com a idade 'você começa a ver tudo com outros olhos'? Isso é a mais pura verdade.
De repente ter muitos amigos já não é mais importante (aquele tão clichê 'qualidade é mais valioso que quantidade' começa a fazer tanto sentido);
Você começa a perceber o verdadeiro sentido da palavra família (colo de mãe é a coisa mais doce e confortável que você consegue imaginar);
Ficar acordado até de madrugada vira piada (lá pela 01h00 você amolece e só sabe bocejar, até cair no ombro do primeiro que aparecer);
Permanecer num relacionamento falido já nem é mais opção (a idade tira a paciência para certas coisas e ninguém merece aguentar outro ser que não acrescente);
Comer fast food, doces e guloseimas já não causa tanto prazer (nada como aquele arroz, feijão, bife e saladinha que a mãe faz);
Passar horas na internet se torna irritante (quando você percebe que ficou 30 minutos vagando pelas redes sociais enquanto o cesto está cheio de roupas sujas e/ou sua pia está transbordando de louça pra lavar você tem vontade de bater em si mesmo para ver se aprende)...
Essas são apenas algumas das tristes situações em que você percebe que está mesmo envelhecendo (talvez você ainda tenha aquela fase da negação, porque eu pulei direto para a crise dos trinta. hoje quando desci levar o lixo às 21h, me senti 'a adulta' que chega do trabalho e ainda vai fazer faxina porque já não consegue mais viver na bagunça - e isso não é legal).
Mas talvez aquela coisa de 'ser' ao invés de 'ter' também possa ser levado em consideração quando o assunto é envelhecimento. Pensando nisso e lembrando que o ano está chegando ao fim, elaborei uma lista (já falei que amo listas?) com as 10 coisas que quero fazer antes de completar 30 anos (tenho pouco mais de cinco anos pra isso :0)...
A ideia não é deixar de envelhecer (envelhecer é o processo natural da vida), mas talvez possamos cultivar a juventude e os nossos sonhos (em doses proporcionais), 'tendo' muitos anos, mas 'sendo' sempre jovem.

1 - Encontrar o amor (dizem que esse é o verdadeiro sentido da vida e, se realmente for, eu também quero provar);

2 - Fazer parte de um grupo de trabalho voluntário (quando eu era criança gostava de brincar que fazia trabalho num orfanato, depois fiz trabalhos de extensão na faculdade e me aproximei de alguns grupos de voluntariado e agora que me formei quero fazer parte de algo maior que meu mundinho);

3 - Aprender a tocar violão (durante a maior parte da minha vida eu não fui ligada a música, mas sempre quis aprender a tocar alguns instrumento de cordas, aí redescobri um ídolo da infância e aflorou essa vontade de aprender para tocar as músicas dele);

4 - Comprar um carro (para me sentir, enfim, independente de verdade - e poder sair nos dias de chuva, sem me preocupar com o frizz do meu cabelo);

5 - Ser mais saudável (emagrecer é meu objetivo de vida desde sempre, mas ser saudável começou a ser necessário, principalmente agora, que parece que você não pode fazer nada que já fica doente);

6 - Fazer curso de inglês (venha adiando esse curso há seis anos, mas não posso deixar passar dos 30 anos, pois essa é minha maior frustração de vida);

7 - Conhecer o Rio de Janeiro, Fortaleza e Gramado (viajar sempre foi meu sonho - conhecer o mundo - mas se eu conseguir conhecer essas três cidades (lindjas) até os 30 anos, já me considero mega satisfeita);

8 - Comprar um apartamento (faz parte de ser adulto querer ter sua própria casa, pois toda vez que você paga o boleto de aluguel dá aquela pontada no coração de estar dando dinheiro por algo que nunca vai ser seu, mas também não é fácil simplesmente comprar um apartamento, demanda muita economia, por bastante tempo);

9 - Me encontrar profissionalmente (eu estou sim feliz com meu trabalho e pretendo um dia fazer Trainee para Gerente Farmacêutica tudo, mas não é o que quero para o resto da minha vida. ainda não sei exatamente onde quero chegar, às vezes penso em me especializar em Acupuntura e trabalhar numa clínica, outra vezes quero me internar outra vez nos estudos para prestar concursos públicos e tem vezes ainda, que quero virar boleira e abrir um café para servir bolos deliciosos e ver sorrisos de prazer no rosto das pessoas);

10 - Ler ao menos dois livros por mês (esse sempre foi meu hobby preferido, mas nos últimos tempos passo muito tempo cansada perdendo tempo com coisas que não use o cérebro que acabei deixando de lado uma das coisas que mais me dá prazer na vida e sinto que preciso reencontrar o meu eu leitor, porque essa é uma parte minha que não quero perder - a parte sonhadora, criativa e romântica, que acredita em coisas grandiosas que talvez só aconteça mesmo nos livros).

Há uns dez anos atrás era tão fácil achar 50 coisas para fazer no próximo ano (sabe aquelas listas de projetos de Ano Novo? pois é, eu fazia todos os anos)... mas hoje, achar dez coisas que eu realmente despenderia tempo, suor e dinheiro para ir atrás não foi assim tão fácil. Porém o fato desta lista ter apenas 10 itens não a torna mais fácil de ser realizada, na verdade isso é apenas um sintoma de estar me aproximando dos 30.
A lista, na medida que vou garimpando (algumas vezes realizando) os objetivos se torna mais valiosa e os objetivos dependem de mais força de vontade e empenho para serem realizados, características estas, que espero encontrar nessa nova fase da vida (o estar adulto, mas ainda assim, ser jovem).

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domingo, 23 de outubro de 2016

APAIXONADA POR DOCES

Eu já falei que sou viciada em doces? Sim! Sou doçólotra (acho que acabei de inventar uma palavra. como se chama isso mesmo?)
Passei essa madrugada assistindo os vídeos da Danielle Noce, você conhece?
Ela é graduada em Moda, mas resolveu virar chef confeiteira (me segurem!!) e foi fazer isso lá na École Lenôtre (só lá na França!! gente chique é outra coisa)...

Tudo bem que comecei a assistir os vídeos dela por causa de um vídeo sobre ser saudável, mas depois eu passei para os doces (e céus, que isso?!) que são realmente de dar água na boca...

O Canal dela é Danielle Noce e ela posta duas receitas por semana (ela prova todas as receitas que faz, mas o surpreendente é que ela só prova - um pedacinho minúsculo - acho que eu choraria se tivesse que fazer isso, mentira! eu comeria tuuuudo!!)

- Olha que tudo esse Pastel de Leite Ninho com Nutella (super fácil, aparentemente...)

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- Bolo Vulcão de Doce de Leite aka Petit Gâteau??? (tô morrendo!!)

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- E esse Brownie de Nutella?! (me segura!! que eu amo Nutella)

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- Ela ainda fez um Brownie Fit, com batata-doce (sem glúten e sem lactose) 

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MORRI aqui!! Tchau

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A 'SENSACIONAL' LISTA DE BRETT

*Contém spoilers

O livro da semana foi "A Lista de Brett" (Verus Editora) da Lori Nelson Spielman e confesso que a autora me surpreendeu muito, de uma forma positiva, em seu primeiro título.
Já fazia algum tempo que o livro estava na minha lista de próximos livros à ler, mas com a correria da faculdade e depois de final de faculdade (acho que já reparou que amo dar essa desculpa para tudo que deixei de fazer. já está ficando vergonhoso, rsrs) acabei deixando só para agora e...
"A lista de Brett" acabou de entrar para a lista de Livros Nota 10!!


O livro conta a história de como um testamento mudou a rota da vida terrível na qual Brett Bohlinger se meteu.
Aparentemente, como a sinopse do livro diz, Brett tem uma vida linda, é diretora de Marketing da Cosméticos Bohlinger, namora um advogado bonitão e mora num lindo apartamento. Mas a mãe de Brett parece não achar isso suficiente, pois deixa para a filha um último desejo, para que ela receba sua parte na herança: completar uma lista "boba" de sonhos, que ela fez há uns 20 anos atrás, em "apenas" um ano.

"Minhas metas de vida
1 - Ter um filho, talvez dois
6 - Ter um cachorro
9 - Continuar amiga da Carrie Newsome para sempre!
12 - Ajudar os pobres
13 - Ter uma casa bem legal
14 - Ter um cavalo
17 - Me apaixonar
18 - Fazer uma apresentação ao vivo em um palco imenso
19 - Ter um bom relacionamento com meu pai
20 - Ser uma professora maravilhosa!"

*(as 10 metas que transcrevi são aquelas que Brett ainda não havia realizado e que a mãe desejou que ela realizasse para receber a herança)

"... Você pode imaginar como fiquei feliz quando a abri e descobri que você tinha uma lista de sonhos. Não sei ao certo por qual motivo você a jogou fora, porque eu a achei adorável. - Elizabeth Bohlinger"

No início Brett reluta em ir atrás de suas metas, mas ao não herdar a presidência da Cosméticos Bohlinger e ainda por cima, ser demitida de sua função por ordem da mãe, ela resolve tentar alcançar as metas. Brett, sua cunhada e amiga Shelley e sua nova amiga Megan traçam um plano para alcançar as metas rapidamente e de forma leviana, digamos assim, porém ao começar sua jornada para alcançar a tão sonhada herança, Brett vai se redescobrindo, ou melhor, vai encontrando a garota maravilhosa que existe dentro dela, mas que havia sido sufocada pela pressão da vida adulta. 

"... você me disse que sonhos eram coisa para os tolos. - Elizabeth Bohlinger"

A cada meta realizada, Brad Midar (o advogado contratado para tratar do espólio de Elizabeth Bohlinger) lê uma carta deixada para Brett. O impressionante é que através das cartas é possível perceber que a mãe, mesmo com câncer terminal, elaborou minuciosamente um plano para que a filha se reencontrasse. 

"... tome conta do seu vira-lata - é um vira-lata não é? Você vai deixar que seu cãozinho durma lá em cima?... - Elizabeth Bohlinger"

O final é ainda mais surpreendente, pois passamos o livro todo rindo, chorando, nos emocionando com a indecisão do coração de Brett e apesar da meta 17 ter sido "resolvida" de forma equivocada duas vezes durante a história, é só no último capítulo que percebemos que o amor da vida de Brett estava mais próximo do que ela, e até nós leitores, pudemos imaginar. 

"... estou procurando por aquele tipo de amor que faz parar o coração, que nos faz dizer 'Eu morreria por você' - Elizabeth Bohlinger"

Ao finalizar a história, que não é de magia, mas nos traz aquele desejo de transformação, me lembro daquele post "FACULDADE ACABANDO, E AGORA?! PARTE 3" que escrevi alguns meses atrás, quando disse que voltaria para minha cidade para ver se encontrava a garota forte e corajosa que um dia eu fui...

"... continue se obrigando a fazer coisas que lhe dão medo, querida. - Elizabeth Bohlinger"

Talvez ainda exista uma chance para cada um de nós, só precisamos acordar para a vida antes que seja tarde demais.

sábado, 8 de outubro de 2016

MUITO AMOR PELA SÉRIE DE LIVROS A SELEÇÃO

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Essas férias estão sendo mesmo produtivas (bravooo!!)... já consegui ler três livros e o mês apenas começou. No último domingo terminei "Lola e o Garoto da Casa ao Lado" de Stephanie Perkins e essa semana que passou li os dois últimos livros da série "A Seleção" de Kiera Cass que ainda faltavam. 
Os três primeiros livros eu havia lido em 2014, quando eu ainda não estava atolada com TCC, estágios e formatura e já era apaixonada por America Singer e o Príncipe Maxon Schreave. 
A ideia não é fazer uma resenha dos livros, até porque são cinco e seria meio cansativo, então vou deixar a sinopse deles apenas...

A SELEÇÃO (Sinopse pelo Submarino)
Para trinta e cinco garotas, A Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, estar entre as selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama, abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer e viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.

- A ELITE (Sinopse pelo Submarino)
A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e ela está prestes a perder sua chance de escolher.

- A ESCOLHA (Sinopse pelo Submarino)
America já fez sua escolha, mas ainda há muitas outras em jogo. Com o fim do concurso cada vez mais próximo, e as ameaças rebeldes ao palácio ainda mais devastadoras, ela precisará lutar para alcançar o futuro que deseja. 
America era a candidata mais improvável da Seleção: se inscreveu por insistência da mãe e aceitou participar da competição só para se afastar de Aspen, um garoto que partira seu coração. Ao conhecer melhor o príncipe, porém, surgiu uma amizade que logo se transformou em algo mais. No entanto, toda vez que Maxon parecia estar certo de que escolheria America, algum obstáculo fazia os dois se afastarem. 
Um desses obstáculos era Aspen, que passou a ocupar o posto de guarda no palácio e estava decidido a reconquistar a namorada. Em encontros proibidos, ele a reconfortava em meio àquele mundo de luxos e rivalidades. Com essas idas e vindas, America perdeu um pouco de espaço no coração do príncipe, lugar que foi prontamente ocupado por outra concorrente. Para completar, o rei odiava America e a considerava a pior opção para o filho. Assim, tentava sabotar a relação dos dois, inventando mentiras e colocando a garota em prova a todo instante. 
Agora, para conseguir o que deseja, America precisa cortar os laços com Aspen, conquistar o povo de Illéa e conseguir novos aliados políticos. Mas tudo pode sair do controle quando ela começa a questionar o sistema de castas e a estratégia usada para lidar com os ataques rebeldes.

- A HERDEIRA (Sinopse pelo Submarino)
Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais. Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

- A COROA (Sinopse pela Saraiva)
Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

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A parte mais empolgante é que a série vai virar filme e até aqueles que não se animam tanto com  a ideia de uma leitura vão poder rir e se emocionar com America, Maxon, Aspen, Eadlyn, Kile, Henri, Erik e todos(as) os(as) outros(as) selecionados(as).
Como se não bastasse, a linda da autora resolveu criar um livro para colorir (meu coração não aguenta!!). Eu já havia ficado extasiada com os Cards que vieram junto com o último livro (ganhei no meu aniversário deste ano), mas um livro de colorir foi meu ápice de amor por essa Série...

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Pelo que pesquisei, o livro ainda não foi publicado, mas vamos torcer para que não demore muito. Já estou ansiosa (só para variar um pouquinho)...

domingo, 2 de outubro de 2016

VOCÊ CONHECE A LOLA?

Há uns meses atrás ganhei o livro "Lola e o Garoto da Casa ao Lado", de Stephanie Perkins (Editora Novo Conceito), com uma dedicatória para lá de instigante...


"- Valorizam demais o que é perfeito. Perfeição é um tédio.
Deixo escapar um sorriso.
- Você não me acha perfeita? 
- Não. Você é deliciosamente esquisita e eu não queria que fosse de nenhum outro jeito."

Esse é um trecho de uma das conversas entre Lola e seu namorado Max, enquanto tomam chá no Japonese Tea Garden...

Confesso que comecei a ler esse livro cinco vezes e que achei que nunca conseguiria terminá-lo quando parei no Capítulo 08 em minha quarta tentativa. Mas sou dessas que quando começa um livro, gosta de acabá-lo. Então na última quinta-feira ao vê-lo na estante, com o marca-página sobressaindo entre as páginas iniciais, resolvi tentar mais uma última vez e tremenda foi minha surpresa quando me descobri completamente envolta na história e apaixonada por Cricket Bell e seus olhos azuis (já falei que sou apaixonada por olhos azuis?).
Li os 25 capítulos (204 páginas) que faltavam, nas últimas 72 horas e tanto gostei que decidi escrever sobre "Lola e o Garoto da Casa ao Lado".

Lola Nolan é uma versão mais jovem de Louisa Clark (Como eu era antes de você, de Jojo Moyes) com perucas coloridas e que confecciona suas próprias roupas. Ela trabalha na bilheteria de um cinema e tem um namorado estúpido, ciumento e que parece nem aí pra ela. Há dois anos atrás ela era apaixonada por Cricket Bell, mas ele a decepcionou muito e por isso ela passa o livro todo negando para si mesma que ainda é apaixonada por ele, até porque ela acha que só porque perdeu a virgindade com o namorado escroto, tem que amar ele.

Max tem 22 anos, é guitarrista da banda de rock Anfetamina e não tem nenhum interesse em fazer faculdade ou qualquer outra coisa da vida. Ele é o namorado ciumento de Lola. Como ele é o cara chato do livro (na verdade eu quem sou, por isso não curti ele desde o início) não me atentei muito aos seus detalhes, até porque a própria Lola, que narra a história, não sabe muito sobre a vida dele, pois eles passam vários dias sem se ver, já que ele vive fazendo shows fora da cidade. 

Cricket Bell, é o vizinho da casa ao lado. Ele tem uma irmã gêmea, Calliope (nome esquisito, vamos combinar?!), que não é nada legal na maior parte do livro. Toda a vida dos Bell foi servir a "alteza" dançarina Calliope e, por isso, Cricket sempre esteve em segundo plano (isso dá uma vontade de afagar seus cabelos pretos despenteados toda vez que Lola nos lembra). Nosso protagonista foi vítima de uma armação da irmã (que ela jura ter feito apenas por achar que perderia o irmão) há dois anos e isso o separou de seu grande amor, Lola. Agora ele está de volta ao Bairro Castro e parece disposto a reconquistar seu lugar no coração da amada, mesmo que isso signifique ser seu amigo e sofrer com o amor dela pelo "ridículo" do Max.


Se eu indico o livro? Com toda certeza!! Tente passar da página 80 e terá uma leitura super romântica, divertida e cheia de criatividade. Cricket Bell e Lola Nolan são a dose perfeita de esquisitice para um livro bombástico. 

sábado, 27 de agosto de 2016

"A TRISTE GERAÇÃO QUE VIROU ESCRAVA DA PRÓPRIA CARREIRA"

Eu nem sabia que o Estadão possuía uma lista de Blogs próprios (a mais desinformada) e sabe o que é melhor?! Ela é imensa...

Estava lendo as postagens da Advogada e Professora universitária, Ruth Manus, no blog "Retratos e relatos do cotidiano" e achei uma postagens meio antiga (29 de abril de 2015 nem é tão antiga assim, rs), mas que encaixou tão bem no momento da minha vida que gostaria de compartilhar, pois nestes últimos dias conversando com vários colegas da faculdade, amigos da vida, conhecidos recém formados... percebi que encarar o início da vida e escolher qual rumo seguir "era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício"

(E a juventude vai escoando entre os dedos.)

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.
Ruth Manus

Foi aí que percebi que muitas vezes tomamos decisões baseadas no desejo de ser livre, mas na verdade estamos nos tornando escravos de uma vontade de nos tornarmos autossuficientes, independentes e orgulhosos de nós mesmos. Essa vontade nos cega para o que realmente é importante e está se tornando cada vez mais escasso: família, amigos, amor, felicidade...
A carreira é sim algo importante, mas não devia ser nossa prioridade, como gosto sempre de dizer "que trabalhemos para viver, ao invés de viver para trabalhar!". 

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