sábado, 27 de agosto de 2016

"A TRISTE GERAÇÃO QUE VIROU ESCRAVA DA PRÓPRIA CARREIRA"

Eu nem sabia que o Estadão possuía uma lista de Blogs próprios (a mais desinformada) e sabe o que é melhor?! Ela é imensa...

Estava lendo as postagens da Advogada e Professora universitária, Ruth Manus, no blog "Retratos e relatos do cotidiano" e achei uma postagens meio antiga (29 de abril de 2015 nem é tão antiga assim, rs), mas que encaixou tão bem no momento da minha vida que gostaria de compartilhar, pois nestes últimos dias conversando com vários colegas da faculdade, amigos da vida, conhecidos recém formados... percebi que encarar o início da vida e escolher qual rumo seguir "era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício"

(E a juventude vai escoando entre os dedos.)

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.
Ruth Manus

Foi aí que percebi que muitas vezes tomamos decisões baseadas no desejo de ser livre, mas na verdade estamos nos tornando escravos de uma vontade de nos tornarmos autossuficientes, independentes e orgulhosos de nós mesmos. Essa vontade nos cega para o que realmente é importante e está se tornando cada vez mais escasso: família, amigos, amor, felicidade...
A carreira é sim algo importante, mas não devia ser nossa prioridade, como gosto sempre de dizer "que trabalhemos para viver, ao invés de viver para trabalhar!". 

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

FACULDADE ACABANDO, E AGORA? PARTE 3

Estou definitivamente formada e agora, mais do que nunca, perdida...

Sempre achei que meu sonho mais difícil era entrar na melhor Universidade do Estado (sexta melhor do país, segundo a Folha de São Paulo), mas a verdade é que saber o que fazer ao sair dela é ainda mais difícil...
Tem um mundo de caminhos que posso seguir, mais de 70 segundo a Resolução que rege minha profissão. Mas saber o que eu quero para o resto da vida é que torna tudo amedrontador.
Tá! Tá! Eu sei que sempre posso parar tudo o que estou fazendo e começar de novo, mas o problema é que eu vejo a vida com uma passagem muito curta e tento evitar ao máximo os erros, para que possa aproveitar as coisas legais da vida. 
Também não posso deixar de mencionar que desistir, para mim, é uma das coisas mais difíceis.
Não me preocupo muito com medo de ficar desempregada, porque ao me formar em Farmácia tenho a garantia de que sempre haverá um estabelecimento farmacêutico em cada esquina e muitos deles precisando desesperadamente de um farmacêutico. 

A questão aqui é: o que eu quero para minha vida? Em qual navio eu gostaria de embarcar, mesmo que ao chegar na metade do cruzeiro tenha que descer, pegar um avião e voltar para casa mais cedo?

Não é fácil decidir um caminho, sendo que é ainda mais difícil quando você sente que sua mente precisa desentulhar um pouco da informação, da pressão, da ansiedade que adquiriu ao longo dos últimos seis/sete anos. 

Foi então que tomei uma decisão brilhante (talvez em alguns dias eu me arrependa) e prática: tirarei o resto do ano de férias. Voltarei para a casa dos meus pais, minha pacata cidade natal e tentarei reencontrar aquela garotinha de 17 anos que lutou bravamente por um sonho, talvez ingênua, mas muito mais forte e corajosa que essa adulta que se tornou. 

Durante seis anos, dormi duas horas e meia/ três horas por noite, me descabelei com longos trabalhos, chorei com as incontáveis provas, estraguei meu estômago com café forte e pó de guaraná, engordei e fiquei flácida por não praticar exercícios físicos e comer comidas prontas e/ou industrializadas, ganhei um punhado de fios de cabelo brancos pelo estresse, entre outras inúmeras coisas que fiz ou deixei de fazer para tirar o máximo de proveito do meu sonho.
Confesso que acho que não fiz muitas escolhas inteligentes e que poderia ter feito muito mais durante esses seis anos. Acredito que a Layssa de hoje seria mais empenhada, faltaria menos aulas, participaria de mais projetos da faculdade, faria o tal curso de inglês que vem prorrogando desde que se mudou para a capital e talvez até terminasse aquela inscrição que ficou pela metade para o intercâmbio para o Estados Unidos...

Há seis dias eu ouvi a tão sonhada frase "confiro-lhe o grau de farmacêutica", mas hoje eu só queria ouvir "feliz cinco anos!!" 

"Ser ou não ser, eis a questão." A famosa frase de William Shakespeare cabe como uma luva nas mais variadas etapas da minha vida, principalmente nesta, em que me preparo para decidir o rumo do que pode ser meus próximos 30/40 anos... Aliás, quem somos nós? 

sábado, 9 de julho de 2016

MEU VIZINHO É UM PSICOPATA?

Stout, M. Meu vizinho é um psicopata. Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2010.

Martha Stout, psicóloga renomada, foi membro docente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvad durante 25 anos, PhD em psicologia pela Universidade Stony Brook, atualmente exerce a prática clínica privada e é autora de dois outros livros (The Myth of Sanity, The Paranoia Switch).
Stout em seu livro Meu vizinho é um psicopata atenta à presença ou ausência da consciência como a diferença entre um indivíduo normal e um psicopata. A autora traz à tona o fato de que uma a cada 25 pessoas é um psicopata, porém a maioria não são os famosos serial Killer’s tão comumente encontrados nos seriados americanos, mas muitas vezes vivem a nossa volta e são capazes de fingir muito bem, possuem charme e manipulam a todos quanto estiverem em seu caminho, se assim preciso for. A obra traz um capítulo sobre como identificar uma pessoa sem culpa ou remorso, e posteriormente 13 regras sobre como lidar com os sociopatas na vida cotidiana. Ao longo desse trabalho literário a autora descreve o efeito que essa falta de consciência pode causar na vida das pessoas através de histórias reais ou acondicionando alguns fatos acontecidos com seus próprios pacientes.
A obra Meu vizinho é um psicopata é uma reflexão de nós mesmos e daqueles a nossa volta, tornando-se assim intrigante. Porém, olhando por um novo ângulo, em vários momentos Stout usou sentimentalismo para descrever algo interno de um de seus pacientes, gerando uma certa contradição no fato do psicopata ser manipulador e fazer todos a sua volta acreditar em seu discurso, ela também traz histórias de sociopatas que levam vidas normais e, ao mesmo tempo, levanta a questão da dificuldade em identificar um psicopata. Será mesmo que para um psicólogo é assim tão simples identificá-los? É um livro recomendado, não aos psicopatas, pois eles não possuem consciência, mas a todo ser humano, pois qualquer um pode ter um sociopata ao seu lado, seja como vizinho, irmão, cônjuge, chefe ou até mesmo aquele seu grande amigo de sorriso cativante.

#MEDO

sábado, 11 de junho de 2016

AGORA, UM POEMA DE AMOR...

MEU DESTINO


Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…

Cora Coralina

quinta-feira, 19 de maio de 2016

24 ANOS, 24 APRENDIZADOS

UHUUUUL!! 24 anos já!!

No dia 19 de maio de 1992 nascia essa coisinha confusa e indecisa que vos escreve... 
Hoje, 24 anos depois (credo! como o tempo passa), minha maior certeza é que o tempo pode ser nosso melhor amigo. 
Ah, o tempo...
Se soubermos aproveitá-lo ele nos ajudará a alcançar todos os nossos objetivos, mas, se por outro lado, não o usarmos de forma inteligente ele se tornará nosso maior inimigo. 
Embora eu tenha dado milhares de cabeçadas ao longo dos anos, tudo nessa vida me serviu de aprendizado e se por algum motivo eu tiver que voltar no tempo espero fazer tudo exatamente igual, para que ao completar meus 24 anos, eu possa ser essa mesma pessoa que sou...

Neste momento, sentada nesse assento desconfortável, com mais de 300 km pela frente, rumo à casa dos meus pais para comemorar mais um aniversário, eu posso contar a vocês quais foram, de longe, os maiores aprendizados desses 24 anos...

*Me desafio a escrever um aprendizado para cada ano de vida (não que necessariamente eu tenha aprendido eles naquele ano de vida, até porque até uns 10 anos de idade estamos aprendendo coisas mais estruturais de nosso ser)

1 - O tempo pode ser nosso melhor amigo ou nosso maior inimigo! Não existe meio termo quando se trata do Tempo. 

2 - Quando se tem um foco os sonhos se tornam realidade com mais facilidade. 

3 - Os sonhos, mesmo que não realizados, trazem felicidade, foco e determinação.

4 - Realizar um sonho, talvez o menor deles, é o maior incentivo para lutar por todos os outros. 

5 - Pequenos detalhes trazem felicidade, grandes detalhes, preocupações. 

6 - Alta expectativa = Grande decepção.

7 - Confiança é uma arma perigosa. Se você confia demais, você pode se tornar cego; se você confia de menos, você pode começar a achar que enxerga além do que se pode ver.

8 - A leitura é a melhor viagem quando não se pode esbanjar com uma. 

9 - Seus pais são as únicas pessoas que nunca te abandonarão, mesmo que você os decepcione.

10 - A solidão é a melhor forma de autoconhecimento e fechar a porta do seu quarto pode ser o único passo preciso para ser você mesmo.  

11 - Seus amigos são a melhor diversão, mas nem sempre eles vão te fazer feliz, na maioria da vezes você será o único responsável por encontrar o seu riso. 

12 - Olhar muito para si mesmo só aumenta a decepção. Você sempre achará que é menos do que sonha e o seu próximo estará sempre com a grama mais verde que a sua, mesmo que ele não pense assim. 

13 - Se apaixonar é a melhor forma de fugir do mundo, de si e de seus problemas (mas normalmente fugir não resolve nada, uma hora ou outra você terá que encará-los).

14 - A decepção é a maior dor do mundo, mas também o melhor caminho para se tornar empático. 

15 - Sorrir é a melhor arma contra especulações.

16 - A vida é um filme, você é quem decide se escreve um roteiro fantástico, fantasmagórico, alienante ou faz um documentário com base em fatos reais. 

17 - Exercício físico é a maneira mais simples de relaxamento. 

18 - Uma alimentação saudável será sempre sua maior aliada no combate às doenças, mas nos dias de hoje é o hábito mais difícil de se consolidar.

19 - Qualquer coisa pode se tornar um hábito, mas para isso você precisa se esforçar muito no início (alguns estudiosos dizem que por 21 dias, outros por 60 - eu ainda não tenho certeza desse tempo, pois acabo demorando bem mais, já que pela dificuldade falho muito).

20 - Quer fugir de tudo? Tire um cochilo.

21 - Um dos maiores prazeres da vida é deitar no colo da sua mãe e deixar ela mexer no seu cabelo (ouvi algo parecido no filme "Cartas para Julieta" e confirmo com base em minha própria experiência).

22 - Muitas pessoas só lembram de sua existência quando precisam de algo.

23 - Amar é verbo intransitivo, ou seja, não precisa de complemento, por isso amar a si mesmo é o ato mais inteligente, porém amar sem limites (pessoas, coisas, lugares, atitudes...) é o ato mais corajoso.

24 - Aniversário é o dia mais legal do ano, o dia que você pode aproveitar e se sentir o ser mais especial do mundo, por isso Parabéns pra mim!!



domingo, 15 de maio de 2016

SERIADOS FAVORITOS

*Para colaborar com sua procrastinação (vulgo prazer momentâneo)

Estou prestes a completar 24 anos - idade esta que eu imagino que já deveria me sentir adulta e estar falando de móveis para a casa nova, dificuldades no trabalho, cólicas de bebês... - e vou compartilhar com vocês uma lista com meus seriados favoritos, talvez valha a pena você adicionar a sua lista (talvez imensa já) também....


- Once Upon a Time: O mais lindo conto de fadas para adultos, com um Príncipe realmente Encantado <3


Sinopse por AdoroCinema: Na cidade fictícia de Storybrooke, no Maine, Regina (Lana Parrilla) é uma rainha má que rouba memórias graças à maldição obtida por meio de Rumplestiltskin (Robert Carlyle). Suas vítimas viveram, portanto, uma realidade imutável durante 28 anos, sem ter qualquer noção de sua idade. Todas as esperanças estão depositadas em Emma Swan (Jennifer Morrison), filha da Branca de Neve (Ginnifer Goddwin) e do Príncipe Encantado (Josh Dallas). Ela é a única pessoa com a capacidade de quebrar a maldição e recuperar as lembranças perdidas, pois foi transportada do mundo de conto de fadas antes de ser atingida pelo feitiço.

Está passando a Quinta Temporada


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- Nikita: Talvez eu nunca tivesse começado assistir essa série linda, diva, maravilhosa se não fosse a filmografia do Shane West, mas ela é o topo da minha lista de série mais espetacular de todas.

Sinopse por AdoroCinema: Após a morte do seu noivo, a assassina Nikita (Maggie Q) abandona a Division, uma agência secreta dos Estados Unidos que a recrutou ainda jovem. Ela decide se vingar e acabar de uma vez por todas com as operações de Percy (Xander Berkeley) e Amanda (Melinda Clarke), mas para isso precisa da ajuda de Alex (Lyndsy Fonseca), uma jovem que irá arriscar a sua vida como agente dupla. Nikita começa a atrapalhar as missões da Division e logo irá reencontrar uma paixão do seu passado, Michael (Shane West).

Quarta e última temporada finalizada com 73 episódios em dezembro de 2013

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- Downton Abbey: Não me pergunte porque este seriado faz parte da minha lista de favoritos, somente o que posso dizer em minha defesa é que assisti a primeira temporada toda em um único dia.


Sinopse por AdoroCinema: No início do século XX, a família Crawley luta para manter o legado de Downton Abbey. Após a morte de um parente que estava à bordo do Titanic, Robert Crawley (Hugh Bonneville) descobre que o novo herdeiro da propriedade é um sobrinho distante, Matthew Crawley (Dan Stevens), um advogado com pensamentos modernistas. Enquanto Robert e sua esposa Cora (Elizabeth McGovern) se preocupam com o futuro das suas filhas, Mary (Michelle Dockery), Edith (Laura Carmichael) e Sybil (Jessica Brown Findlay), os empregados da mansão trabalham para manter a rotina da família, com todas as regras da época.

Finalizou a Sexta Temporada

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- Gossip Girl: Primeira série que assisti, há algumas primaveras já... Mas sonhando até hoje em ser Serena van der Woodsen


Sinopse por AdoroCinema: Após passar um ano estudando fora por motivos misteriosos, Serena van der Woodsen (Blake Lively) está de volta em Nova York. Seu retorno agita o Upper East side, onde vivem os jovens mais privilegiados da cidade, como a sua melhor amiga, Blair Waldorf (Leighton Meester), o namorado de Blair, Nate Archibald (Chace Crawford), e ainda Chuck Bass (Ed Westwick). Enquanto lida com os problemas com a mãe, Lily van der Woodsen (Kelly Rutherford), e o irmão, Eric (Connor Paolo), Serena irá começar um relacionamento com Dan Humphrey (Penn Badgley), um garoto de um mundo completamente diferente.

Teve seu último episódio exibido em dezembro de 2012, foram Seis Temporadas

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- Younger: Uma série sobre a idade não ter nada a ver com anos (com a fofa da Hilary Duff)

Sinopse por AdoroCinema: Younger conta a história de Liza (Sutton Foster) uma mãe solteira que de repente se encontra de volta no mercado de trabalho, mas sua idade se tornará um fator de dificuldade. Porém, as coisas mudam quando ela conhece Maggie (Debi Mazar), que acha que ela aparenta ser muito mais jovem do que realmente é. Ela acaba trabalhando como assistente e faz amizade com colegas na casa dos 20 anos, como Kelsey (Hilary Duff).

Está na sua Segunda Temporada


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- Arrow: Quando o ator principal é Stephen Amell, não precisa de nada mais que uma foto para garantir que a série é ó-t-i-m-a

Sinopse por AdoroCinema: Playboy, milionário e mulherengo, Oliver Queen (Stephen Amell) está presumivelmente morto há 5 anos, quando um acidente de iate causou o desaparecimento dele, de seu pai, Robert (Jamey Sheridan), e Sara Lance, irmã de sua então namorada Laurel (Katie Cassidy). Mas Ollie sobreviveu e, preso em uma ilha, ele aprendeu a lutar por sua vida. De volta à civilização em Starling City, ele é um homem mudado e está decidido a honrar a memória do pai e livrar a cidade da corrupção. Disfarçado, ele usa as habilidades que aprendeu durante seu tempo de reclusão para isso, e ao mesmo tempo precisa esconder sua nova identidade da mãe, Moira (Susanna Thompson), da irmã, Thea (Willa Holland) e dos amigos.

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Acabei de perder toda a linha de raciocínio com essa foto, já nem me lembro mais se tenho mais seriados na minha lista, então por hora, se deleitem com essa belezura...

X.O.X.O.


quinta-feira, 7 de abril de 2016

POR QUE NÃO EXISTEM MAIS GÊNIOS?

*Não leia se for sensível, possui tapas de realidade...


Copiado na íntegra do texto "Descubra Por que os Alunos nas Escolas e os Funcionários nas Empresas Não Estão Nem Aí", por André Camargo Costa

“Os alunos de hoje não são como antigamente” — disse ele, em tom queixoso.
“Verdade” — respondeu ela. “O mais espantoso é que as escolas, as aulas e os professores continuem sendo. ”

As empresas querem funcionários criativos e empreendedores.
A pergunta de um milhão de dólares: Como se ensina alguém a ser empreendedor?
Resposta honesta: Não dá.
É impossível.
Não se ensina empreendedorismo, assim como não se ensina uma planta a crescer. 
O que dá para fazer é reunir as condições necessárias para que a semente se transforme em árvore, atendendo ao misterioso imperativo de seu Ser.
Uma criança saudável não fica parada, apática, aguardando instruções. Bebês e crianças são empreendedores por natureza: curiosos, exploradores, destemidos. Criativos. Transbordam vitalidade.
Aí vem o processo de escolarização.
A gente pega a semente e quer ensinar a ela tudo sobre o solo, a fórmula química da água, a velocidade e as direções do vento, insetos, minhocas e outros bichos.
A gente explica para ela que a terra fofa é melhor que o concreto ou a areia; que o estrume da vaca é melhor que o de cachorro.
Ela precisa saber que existem diferentes tipos de regadores - alguns são de plástico. Aí a gente quer ensinar para ela o que é plástico. Pedimos para ela fazer uma redação sobre o problema do plástico nos oceanos.
A semente se esquece de quem ela é.
Fica desconectada do misterioso Chamado em seu interior, que a impele a desdobrar-se organicamente, a partir de si mesma, para tornar-se o que sempre foi.
Ela agora tem muita coisa para memorizar.
__________
Vamos olhar para a criança na escola.
Ela tem que prestar atenção no que dizem para ela prestar atenção.
Precisa pedir para ir ao banheiro.
Pedir para falar.
Afinal, ela é apenas mais uma. São muitas iguais a ela para cada educador/a.
Então, antes mesmo do primeiro conteúdo previsto no currículo, precisa compreender que seus sentimentos, desejos, sonhos, talentos e paixões, não vêm ao caso.
Bastará fazer a lição de casa, não falar durante a aula e tirar nota boa na prova.
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Uma criança educada, para nós, brasileiros, significa uma criança obediente, bem-comportada.
Que não dá trabalho.
Já reparou nisso?
A criança que insiste em fazer diferente, do seu jeito, que recusa a conformidade dócil, essa é inadequada. Rebelde.
Hiperativa.
Porque em ambientes disciplinares e hierárquicos como uma escola — ou uma empresa — o que o professor e o patrão esperam, no fundo, é subserviência. E sossego.
Aí, às vezes, a criança rebelde precisa tomar algum remedinho, a fim de aplacar todo aquele empreendedorismo.
__________
A consciência da própria desimportância é pré-requisito para que a criança se una à massa.
O longo processo de desempoderamento e doutrinação, por sua vez, é necessário para que as pessoas aceitem abrir mão de seus sonhos e projetos de realização em troca de um emprego de bosta com um salário qualquer no final do mês.
Afinal, da perspectiva do desenvolvimento do país, a função principal da educação em massa é abastecer o mercado de trabalho com empregados dóceis.
Ao renunciarem a sua fonte interna de vitalidade, porém funcionários e alunos murcham. Atrofiam. Perdem contato com o que alimenta o Ser.
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Observe agora o paradoxo: se esperamos ser capazes de encarar os desafios e as demandas cada vez mais complexos desse nosso século vinte-e-um, dependemos de pessoas capazes de pensar, atuar e se relacionar de outras maneiras.
Quer dizer, não das mesmas maneiras que nos conduziram aos impasses atuais — como o aquecimento global, as crises migratórias, a insustentável concentração de renda e o terrorismo de grupos e Estados.
Precisamos de desajustados, inconformados e... rebeldes.
As empresas já se deram conta disso: querem contratar o próximo Steve Jobs.
Mas o que temos feito é o contrário: produzimos normose.
A gente silencia os interesses naturais da criança para que se interesse pelo que queremos que ela aprenda. Porque, pela lógica do nosso sistema, todas as crianças da mesma faixa etária têm de aprender as mesmas coisas, do mesmo jeito, no mesmo ritmo e na mesma ordem.
A criança é forçada a silenciar os murmúrios internos, a fim de cumprir o programa e atingir as metas. Precisa ser treinada a calar a própria voz para se submeter à autoridade externa - o professor, o gerente, o supervisor, o padre, o pastor, o policial, o político.
Depois, nos reunimos nas Faculdades de Pedagogia, em sessões solenes, para debatermos por que, afinal, as crianças andam tão apáticas.
Nos departamentos de RH, é a mesma coisa: parece que tudo vai se resolver caso a empresa mobilize fortunas para contratar o palestrante motivacional da hora - ou o guru de auto-ajuda do momento.
Mas a pergunta deveria ser outra: não como fazemos para motivar alunos e funcionários, e sim como paramos de desmotivá-los.
Como preservamos a curiosidade, o interesse, a atitude empreendedora 
de um bebê?
Como criamos ambientes e mobilizamos recursos facilitadores da criatividade, da experimentação e do engajamento autêntico?
Nós, que tomamos decisões sobre a educação das crianças (e sobre as ações de capacitação nas empresas), devemos tirar o foco do sintoma e colocar em questão um sistema que funciona exterminando o empreendedorismo natural do ser humano.
Sua capacidade de chamar a responsa, pensar com originalidade e seguir o caminho do coração.
__________
A gente se engaja naturalmente quando sentimos que podemos ser nós mesmos.
Quando somos encorajados a expressar todo nosso potencial.
Quando percebemos que temos espaço para oferecer nossa contribuição única ao mundo.
Quando nos sentimos livres para experimentar nossas ideias sem o medo paralisante de cometer erros.
Então, não precisamos de didática ou estratégias sofisticadas de motivação.
Não precisamos ser arrastados por meio de punições e recompensas.
Nem de notas altas, bônus por desempenho ou festa de fim de ano da firma em hotel cinco estrelas.
Não é?
São todos artifícios gerados nas escolas e empresas para distraírem as pessoas da tristeza ontológica por desistirem de si mesmas.
Não bastam processos de coaching e liderança pagos pela empresa, vale-spa ou escritório boutique, quando o que esperamos do outro é que renuncie àquilo que o faz sentir-se vivo.
As pessoas não se engajam porque nada disso faz sentido. A escola, do jeito que está. O mundo corporativo.
Cada vez mais gente ficando doente.
Humilhação e assédio moral, pânico, depressão, síndrome de Burnout. Ritalina em massa para a molecada.
A escalada de licenças médicas de professores/as abatidos por transtornos psiquiátricos.
Por meio da escolarização e do trabalho alienado, construímos coletivamente um mundo em que pessoas com alma de artista se tornam feirantes. 
Pessoas com alma aventureira passam os dias fechados em escritórios e repartições. Pessoas com alma visionária vendem peças de aparelhos ortodônticos para sobreviver.
Pessoas que atravessam a semana abatidos pelos ecos daquela sensação asfixiante empurrada para algum canto escuro da alma — a sensação de estar desperdiçando a própria vida.
__________
Às vezes, ao longo do caminho, perdemos o contato com nossos sonhos, talentos e paixões.
Já não sabemos dizer o que queremos da vida, que caminho é capaz de fazer nosso coração transbordar alegria. Olhamos para dentro e, apenas, um imenso vazio. Olhamos para fora e não sabemos mais por onde seguir.
Você já se sentiu assim?
O problema real não é o profissional desmotivado, como se ele tivesse algum defeito, mas todo o contexto: uma estrutura organizacional que exige das pessoas que se desconectem de seu núcleo de vitalidade em nome de metas e objetivos alheios, que não lhes dizem nada.
Mas o mundo mudou. Tenho convicção de que organizações incapazes de identificar a necessidade de se reinventar estão condenadas.
Serão atropeladas por estruturas ágeis e enxutas, que operam a partir de sonhos compartilhados definidos com clareza e que substituem as cadeias de comando e controle por liderança rotativa, processos de tomada de decisão distribuídos em rede, abertura à inovação disruptiva e co-responsabilização pela distribuição de recursos. 
Projetos e parcerias celebrados a partir dos talentos e paixões que cada um traz para a mesa, no lugar de empresas em cabo de guerra com funcionários desmotivados, a fim de convencê-los a dedicar seu tempo e sua energia para que eu atinja meus objetivos (de enriquecimento, de status, de consumo), desempenhando funções que eu mesmo não estou disposto a desempenhar, em troca de um salário de merda, convênio médico e ticket refeição.
Nessa perspectiva, de atuar a partir dos próprios talentos e paixões, nem há necessidade de departamentos de RH, ações de capacitação ou tentativa de solucionar o enigma do engajamento.
Basta a associação horizontal virtuosa de pessoas seguras de estarem vivendo a vida que estão destinadas a viver, dispostas a apoiar os sonhos de crescimento e realização umas das outras.
Em suma: alunos e funcionários não se engajam porque, em meio a um mundo que muda cada vez mais rápido, a educação formal e o mercado de trabalho seguem dependendo de pessoas que se mantenham surdas aos Chamados de suas almas. 
Com a hiperexcitação associada aos apelos irresistíveis da tecnologia, vamos nos tornando seres rarefeitos: sempre apressados, sobrevivendo em contínuo estado de dispersão: perdidos em labirintos de espelhos, gozando relações líquidas, sofrimentos sem nome e abismos sem fundo.
O que nos motiva verdadeiramente não é dinheiro, comodidade ou poder; é a chance de romper por entre os simulacros de felicidade, em meio a coletivos humanos que nos conduzem na direção do imperativo de Nietzsche:
"TORNA-TE QUEM TU ÉS!"